20º Aniversário do Massacre de Santa Cruz

 

No passado dia 12 passaram 20 anos sobre os trágicos acontecimentos ocorridos naquele que é conhecido em todo o mundo como o Massacre do Cemitério de Santa Cruz. Pelas armas dos militares indonésios foram assassinados muitos timorenses que apenas queriam ser livres.

 

Não fora a máquina fotográfica de Max Stall e a sua amizade ao povo timorense que lhe deram coragem para enfrentar a fúria dos militares indonésios e, com grande probabilidade, a tragédia ter-se-ia prolongado por muito mais tempo.

Tive o privilégio de ter assistido ao 10º aniversário, em 12 de Novembro de 2001, acabado de chegar a Timor, como docente cooperante no programa da FUP – Fundação das Universidades Portuguesas, no curso de Engenharia Electrotécnica. Foi um momento que jamais esquecerei. Foi o meu primeiro contacto com o povo timorense pelo qual, passados estes anos, nutro uma especial amizade e admiração. Que saibam construir um futuro de harmonia entre todos são os meus votos.

Ali me desloquei mais dez vezes, todos os anos sendo a última em Junho de 2009. Em homenagem a todos os timorenses, escrevi o livro UM OLHAR (ATENTO) SOBRE TIMOR. Nele abro o meu coração e digo tudo o que senti e vivi em Timor. Nele realço o muito de positivo que Timor tem. Foi feita a sua apresentação em Díli, no Auditório da Fundação Oriente, com a presença de muitos timorenses e com apresentação do Reitor da UNTL, Professor Benjamim Corte Real, o Padre João Felgueiras e a Encarregada de Negócios em Díli, em representação do Embaixador de Portugal. Com o apoio da TT – Timor Telecom foi entregue um livro a cada um dos presentes.

Para quem o desejar, pode fazer o seu download gratuito, acedendo ao Site www.manuelcordeiro.nete clicar em LIVROS e depois no link para o scribd quando aparece a capa do livro. Com este procedimento, presto homenagem ao povo timorense pois cada vez que o livro for desfolhado, Timor e os timorenses estão presentes. Termino transcrevendo o que nele escrevi no dia 26 de Julho de 2004, página 101: “termino aqui este meu diário. Com ele pretendo deixar o meu testemunho sobre esta terra e estas gentes que terão, para sempre, um espaço no meu coração”.

Manuel Cordeiro

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